segunda-feira, 11 de abril de 2011

O que é a Cabala.


 
"Nós recebemos mensagens todos os dias quando estamos conversando com pessoas."
                                                                                                                                               Karen Berg.



Olá pessoal!

Como já falei, meu objetivo neste blog é passar um pouco do conhecimento que adquiri estudando a Cabala, de modo simples.

Antes de tudo, a gente tem que saber o que é a Cabala. Eu, particularmente, acho difícil definir ou conceituar qualquer coisa, e a dificuldade é ainda maior quando se trata de coisas espirituais.

É um pouco dificíl explicar o que é a cabala. Eu prefiro dizer que a Cabala é perceptível, e não definível. Só com a prática do conhecimento é que se entende melhor do que se trata.

A seguir, vou dar uma idéia do significado da palavra e, de forma simples, o que é a cabala, bem como seus mais notáveis discípulos.

A Cabala (Cabalá ou Kabbalah, em inglês) significa “receber”, e vem da palavra aramaica “la chapelle”, que aprender a receber. Toda ação que se pratica, todo pensamento que se libera, toda energia que se injeta no universo tem uma conseqüência. Há, inegavelmente, uma lei de retorno, de modo que a energia que você libera retorna para si mesmo.

Ao se dar conta disso, aprende-se a escolher os pensamentos, os comportamentos e os modos de agir que plantam a semente de criar as bençãos e as coisas positivas, ao invés de caos e negatividade.

É frequentemente identificada como uma doutrina, filosofia, religião ou ciência nos meios de comunicação.

Pode-se dizer, mais corretamente, que a Cabala é uma sabedoria, um corpo de conhecimento, que revela como o universo funciona por meio de leis espirituais constantes que ajudam a tornar nossas vidas melhores.

Como a lei universal da gravidade, estas leis espirituais tem influência em toda a humanidade, independentemente de fé, raça, gênero. Quando se entende estes princípios, temos o poder de controlar nossas vidas e direcionar nossos destinos.

A cabala é a mais antiga, mais abrangente sabedoria do universo e pré-data a própria religião. Tem o poder de transformar nossas vidas e iniciar uma fabulosa mudança positiva no mundo.

Ao mesmo tempo que é uma antiga e tradicional sabedoria, apresenta-nos um paradigma de vida inteiramente novo, que permanece constante ao longo dos anos e não sofre qualquer alteração durante as vicissitudes históricas.

A cabala e a religião se distanciam, já que a última coloca um ser superior acima de todos os demais, de modo que a trajetória das nossas vidas seria fortemente influenciada pela observância, ou não, dos ensinamentos deste ser superior.

Já a cabala diz que esse Deus que, para os religiosos, habita em atmosferas superiores, está dentro de nós. O nosso destino é traçado pelas nossas ações e não por desígnios superiores.

Exemplificadamente, quando algo desagradável acontece, uma pessoa religiosa tende a culpar Deus, ao passo que os cabalistas entendem que os acontecimentos negativos não ocorrem como forma de castigo superior, mas é resultado das nossas ações ou omissões

                                           

Ao contrário da religião, que nos promete os resultados das nossas ações numa realidade paralela (céu ou inferno), a cabala atua de maneira prática na medida em que os benefícios das nossas ações são colhidos nesta existência.  

O zohar é o livro fundamental da cabala e reúne o conjunto de princípios e ensinamentos básicos da sabedoria, tendo sido revelado pelo Rav Shimon Bar Yochai, há aproxidamente dois mil anos.

Abrahão, Moisés, Jesus Cristo, Maomé, Pitágoras, Platão, Issac Newton e outras grandes personalidades estudaram profundamente a cabalá, embora esta verdade tenha permanecido oculta durante séculos.

O fundamental da cabala é que os resultados são a sua própria comprovação e o conhecimento que disponibiliza pode ser utilizado de modo a obter resultados práticos na vida diária.

Viver a cabala significa viver longe do caos (falaremos disso em outro post) e num universo de plenitude, compreendendo que as decepções, os “altos e baixos”, e a negatividade não devem fazer parte da vida, embora nossa cultura difunda que isso é comum e não há como fugir desses acontecimentos. A cabala revela poderosos instrumentos para afastar essas coisas negativas e para viver num universo de amor, paz e harmonia.

O estudo da sabedoria fazia parte de um ritual secreto dos judeus, sendo restrito a um grupo de avançados estudiosos e sábios, tradição essa que perdurou até 1968 quando Rav Berg se tornou diretor do Kabbalah Center. Ele e sua Mulher, Karen Berg, insistiram que tal conhecimento não podia continuar restrito a um grupo, e que a idéia de se conectar á Luz é universal e independe do fato de ser judeu, cristão ou budista. É uma necessidade universal que não poderia continuar obscurecida pelos interesses de uma minoria.

Eu, particularmente, nunca vi a cabala como uma coisa judaica. Sempre a entendi como algo transcendental. O que a torna mais próxima aos judeus é o fato de que o conhecimento foi revelado e manifestado, primeiramente, aos hebreus. Contudo, isso não significa que seja propriedade deles, a exemplo da religião católica, que também se desenvolveu na região e é patrimônio da humanidade.

Eu acho a Cabala e as filosofias orientais, tais como o budismo e o hinduísmo, mais adaptável à vida moderna, à vida contemporânea do que as religiões. Eu passei a procurar tais filosofias após um período de esgotamento com as religiões (embora ainda hoje eu ainda tenha uma queda pelo catolicismo!rsrsrs) no qual as respostas me pareciam insatisfatórias para os meus questionamentos espirituais. A Cabala me deu as respostas que eu estava procurando de uma maneira bem racional, objetiva.

Bem, são essas as noções básicas que acredito serem imprescindíveis a quem não tem idéia do que é a cabala.

Até o próximo post, onde falarei do livro sagrado Zohar.


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